Perfil Epidemiológico dos casos de doenças exantemáticas (Sarampo e Rubéola) na região Centro–Oeste no período de 2018 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.61411/rsc2025112418Palavras-chave:
Sarampo, Rubéola, Epidemiologia, Incidência, Saúde PúblicaResumo
O sarampo e a rubéola são doenças exantemáticas de origem viral que possuem significativa prevalência e impacto na saúde pública mundial, especialmente no Brasil. Apesar de compartilharem o mesmo mecanismo de transmissão — por via respiratória — elas se distinguem clinicamente. O sarampo, causado pelo morbillivirus, apresenta um quadro mais grave e pode evoluir para complicações como encefalite e miocardite. Já a rubéola, provocada pelo rubivírus, geralmente manifesta-se de forma mais branda, com febre baixa a moderada, linfadenopatia e rash maculopapular. A persistência dessas doenças têm impacto relevante nos indicadores de morbimortalidade, principalmente em populações vulneráveis. O Brasil enfrenta dificuldades em manter o status livre das doenças exantemáticas, o que evidencia a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância e imunização, com ênfase na inclusão de grupos historicamente marginalizados. Este estudo trata-se de um perfil epidemiológico, descritivo, que objetiva delinear as características de prevalência e de incidência do sarampo e da rubéola no Centro-Oeste, no período de 2018 a 2024. É observável, a partir dos dados coletados, que essa região respondeu por menos de 0,5% dos casos no período analisado. Em contraste, as regiões Norte e Sudeste somaram mais de 91% dos diagnósticos, com 15.552 e 21.014 casos, respectivamente. Observa-se, contudo, uma redução significativa dos registros a partir de 2020, reflexo direto das campanhas de vacinação e das medidas epidemiológicas adotadas. A análise por gênero não revelou diferença expressiva, enquanto a faixa etária com maior incidência incluiu crianças menores de 1 ano e adultos entre 20 e 29 anos. A maioria dos casos evoluiu para cura, com apenas um óbito registrado no Centro-Oeste no período. Nacionalmente, a taxa de letalidade foi de apenas 0,11%, indicando um padrão de mortalidade baixo. Apesar dos avanços, os dados reforçam a importância da vacinação como medida central na prevenção e controle do sarampo e da rubéola. Desse modo, conclui-se que é fundamental manter ações sustentáveis e contínuas de vigilância epidemiológica e imunização para alcançar a erradicação dessas enfermidades.
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