Análise epidemiológica dos surtos de doenças diarreicas agudas no estado de Santa Catarina
DOI:
https://doi.org/10.61411/rsc2026127619Palavras-chave:
Doenças Diarreicas Agudas; Surtos; Vigilância Epidemiológica; Santa Catarina; Sazonalidade das DoençasResumo
As Doenças Diarreicas Agudas (DDA) constituem um importante problema de saúde pública, caracterizadas pelo aumento da frequência e redução da consistência das fezes, podendo evoluir para desidratação. A transmissão ocorre principalmente por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados e pelo contato interpessoal em condições inadequadas de higiene. Este estudo analisou a situação epidemiológica das DDA no estado de Santa Catarina, entre 2022 e 2025, destacando os anos de maior ocorrência e as regiões mais impactadas. Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo, baseado em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Vigilância Epidemiológica das DDA (SIVEP-DDA). Foram incluídos casos individuais notificados nas unidades sentinelas e surtos investigados no período. Os resultados demonstraram um pico de casos individuais de DDA em 2023 (357 casos), seguido por redução em 2024 (224 casos) e em 2025 até a semana epidemiológica 12 (163 casos). Observou-se padrão sazonal bem definido, com maior incidência nos primeiros meses do ano. Os municípios litorâneos foram os mais afetados, com destaque para Foz do Rio Itajaí (39.930 casos), Grande Florianópolis (38.011 casos) e Médio Vale do Itajaí (26.715 casos), enquanto o Alto Uruguai Catarinense apresentou menor ocorrência (3.687 casos). Em relação aos surtos de DTHA, 2023 também apresentou o maior número (357 surtos), seguido por 224 em 2024 e 79 até a semana epidemiológica 10 de 2025. A vigilância epidemiológica contínua, por meio da Monitorização das Doenças Diarreicas Agudas (MDDA), integrada aos sistemas SIVEP-DDA e SINAN, permite a detecção precoce de surtos, identificação de períodos de maior risco e implementação de medidas preventivas. Conclui-se que há necessidade de ações direcionadas aos períodos e regiões de maior incidência, visando reduzir a
morbimortalidade e prevenir a ocorrência de surtos de DDA no estado.
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