Fatores associados à letalidade por insuficiência renal aguda na população pediátrica: análise multinível do SIH-DATASUS, 2008-2024
DOI:
https://doi.org/10.61411/rsc2026128419Palavras-chave:
Injúria renal aguda; Pediatria; Letalidade; Doença renal.Resumo
A Insuficiência Renal Aguda (IRA) é uma complicação frequente em crianças hospitalizadas e está associada a elevada morbimortalidade, especialmente em contextos de maior gravidade. Trata-se de um estudo teve como objetivo analisar os fatores associados à letalidade hospitalar por insuficiência renal aguda em crianças de 0 a 14 anos no Brasil, no período de 2008 à 2024. Métodos: Estudo epidemiológico, observacional e analítico, de corte transversal, com dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH-DATASUS). Foram incluídas internações com diagnóstico principal de classificação no CID-10 N17. Dentre as variáveis analisadas, estão inclusas: data da internação, ano da internação, período da internação, idade, faixa etária, sexo, UF da internação, região geográfica, tipo de procedimento, especificação do procedimento, caráter da internação, período de permanência, necessidade de UTI, tipo da UTI, marca da UTI, diagnóstico, IRA com necrose, evolução e período pandêmico. Foi utilizado o modelo linear generalizado misto (GLMM), com intercepto aleatório para unidade federativa, para estimar associações entre variáveis clínicas e hospitalares e o desfecho óbito. Os resultados foram expressos em risco relativo (RR) com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Foram identificadas 13.887 internações, com taxa de letalidade de 9,1%. Crianças de 5 a 9 anos (RR=0,40; IC95% 0,34–0,49) e de 10 a 14 anos (RR=0,50; IC95% 0,42–0,60) apresentaram menor risco de óbito em comparação ao grupo de 0 a 4 anos. A necessidade de internação em unidade de terapia intensiva associou-se fortemente à mortalidade (RR=6,57; IC95% 5,74–7,51; p<0,001). Não houve associação significativa entre subtipo de IRA com necrose ou tipo de procedimento e letalidade. O tempo médio de internação foi de 11,3 dias, com variações regionais significativas. Os fatores mais associados à letalidade por insuficiência renal aguda em crianças esteve associada à menor faixa etária e à necessidade de internação em UTI. A condição mostrou-se um importante marcador de gravidade, exigindo diagnóstico e manejo precoces para reduzir a mortalidade.
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