Incidência de infecção por MRSA pós pandemia SARS-COV2 em um hospital no Sul do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.61411/rsc202563918Resumo
INTRODUÇÃO: O Staphylococcus aureus resistente a meticilina (MRSA) é considerado um dos agentes mais importantes no desenvolvimento de infecções relacionadas a assistência à saúde, causando graves problemas de morbimortalidade nos hospitais. Nesta investigação, objetivou-se identificar a incidência de infecções por MRSA entre os anos de 2022 e 2023 em um hospital de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. METODOLOGIA: Tratou-se de um estudo observacional analítico, composta por resultados de exames microbiológicos (cultura bacteriana e antibiograma) de pacientes adultos, internados em um hospital na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, entre os anos de 2022 e 2023. RESULTADOS: Os dados de caracterização da amostra foram apresentados em frequência absoluta e percentual ou mediana (mínimo e máximo). Foram analisadas 3.617 culturas positivas, percebendo-se que após a pandemia SARS-COV2 os números de culturas positivas e com presença de MRSA dobraram, quando comparado com o ano de 2022 (durante a pandemia). As amostras mais incidentes foram hemocultura, seguido de secreções de lesões e aspirado traqueal. Não houve diferença significativa entre os gêneros masculino e feminino. CONCLUSÃO:Entender a epidemiologia, os mecanismos de resistência e as estratégias de controle do MRSA em ambientes hospitalares torna-se crucial para mitigar sua disseminação e impacto negativo na saúde pública. A pandemia SARS-COV2 favoreceu o aumento de casos de MRSA no hospital estudado.
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