O Impacto da Lesão Intraepitelial de Alto Grau nas Mulheres Brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.61411/rsc2025102818Palavras-chave:
NIC, HSIL, HPV, mulheres..Resumo
O presente estudo visa explorar a prevalência da lesão intraepitelial escamosa de alto grau, bem como suas repercussões no cotidiano da população feminina no Brasil. Trata-se de um estudo ecológico realizado virtualmente, com coleta de dados on-line pelo Sistema de Informação do Câncer (SISCAN) entre os dias 22 a 23 de novembro de 2024. Foram analisados dados acerca do exame citopatológico do colo do útero em todo o Brasil no período de 2020 a 2024, levando em consideração diferenças de faixa etária e cor/raça das pacientes. Com base nas 19.964.805 mulheres que realizaram o exame citopatológico de colo de útero no período analisado, pode-se perceber que mulheres brancas e amarelas realizaram mais exames do que as demais raças, independente da faixa etária, assim como as mulheres entre 40 e 44 anos estiveram mais presentes na realização de exames quando comparadas às demais faixas etárias. Outrossim, verifica-se que a lesão intraepitelial escamosa de alto grau estava presente em 112.239 mulheres que realizaram o exame, sendo as principais afetadas as de raça amarela com 41.832 laudos e as que estão na faixa etária de 35 a 39 anos. Evidenciou-se a importância do rastreamento citopatológico e da vacinação contra HPV na redução da incidência de lesões intraepiteliais de alto grau nas mulheres brasileiras. Além disso, é notório que ainda existem desafios como a expansão do acesso equitativo aos exames de rastreamento e à ampliação da cobertura vacinal entre as regiões do Brasil.
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