PERDA GESTACIONAL: O AMOR AINDA ESTAVA LÁ
DOI:
https://doi.org/10.61411/rsc2025102918Palavras-chave:
Gestão de alto risco, Maternidade, PsicologiaResumo
A maternidade é um fenômeno singular, subjetivo e, nesse sentido, pode ser permeada por intensas mudanças, desejos e abdicações. Dessa forma, em algumas situações, essa experiência constitui-se como uma vivência solitária e implicada em diversos lutos. O processo de tornar-se mãe fica ainda mais complexo quando a vivência da gestação é interrompida precocemente pela morte, visto que a mulher passa então por duas perdas: a do filho e a do papel materno em construção. Dessa forma, o objetivo da presente pesquisa foi compreender a experiência de perda gestacional e os significados atribuídos a essa experiência. Como metodologia, optou-se pela pesquisa fenomenológica hermenêutica, de abordagem qualitativa. Os dados foram coletados por Entrevista em Profundidade, o que possibilitou estabelecer conexões cognitivas e emocionais sobre a experiência vivida e os significados atribuídos, produzindo novas compreensões sobre o fenômeno vivenciado. A participante da pesquisa foi uma mulher que viveu uma perda gestacional. A análise e a interpretação dos dados ocorreram a partir da redução do volume de informações e da construção da estrutura da experiência vivida para revelar a essência do fenômeno. Como conclusão, nesse processo emergiram três unidades de significados: “Alguém para se lembrar: naquele momento era tudo”, “Tenho medo de ser um só: a minha não nasceu” e “Para você viver mais: achava que seria impossível”, que formam a estrutura do tema fenomenológico “O amor ainda estava lá”. Esse tema representa a essência do fenômeno vivido pela participante da pesquisa, em relação à sua experiência de perda gestacional.
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