PERDA GESTACIONAL: O AMOR AINDA ESTAVA LÁ

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61411/rsc2025102918

Palavras-chave:

Gestão de alto risco, Maternidade, Psicologia

Resumo

A maternidade é um fenômeno singular, subjetivo e, nesse sentido, pode ser permeada por intensas mudanças, desejos e abdicações. Dessa forma, em algumas situações, essa experiência constitui-se como uma vivência solitária e implicada em diversos lutos. O processo de tornar-se mãe fica ainda mais complexo quando a vivência da gestação é interrompida precocemente pela morte, visto que a mulher passa então por duas perdas: a do filho e a do papel materno em construção. Dessa forma, o objetivo da presente pesquisa foi compreender a experiência de perda gestacional e os significados atribuídos a essa experiência. Como metodologia, optou-se pela pesquisa fenomenológica hermenêutica, de abordagem qualitativa. Os dados foram coletados por Entrevista em Profundidade, o que possibilitou estabelecer conexões cognitivas e emocionais sobre a experiência vivida e os significados atribuídos, produzindo novas compreensões sobre o fenômeno vivenciado. A participante da pesquisa foi uma mulher que viveu uma perda gestacional. A análise e a interpretação dos dados ocorreram a partir da redução do volume de informações e da construção da estrutura da experiência vivida para revelar a essência do fenômeno. Como conclusão, nesse processo emergiram três unidades de significados: “Alguém para se lembrar: naquele momento era tudo”, “Tenho medo de ser um só: a minha não nasceu” e “Para você viver mais: achava que seria impossível”, que formam a estrutura do tema fenomenológico “O amor ainda estava lá”. Esse tema representa a essência do fenômeno vivido pela participante da pesquisa, em relação à sua experiência de perda gestacional.

Biografia do Autor

  • Mileni Almeida Botelho, Universidade Católica de Pelotas

    Formada em Psicologia pela Universidade Católica de Pelotas

  • Maria Clara Soares Salengue, Universidade Católica de Pelotas

    Possui graduação em Psicologia pela Universidade Católica de Pelotas UCPEL. Especialista em Psicologia Educacional e Psicopedagogia. Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Pelotas - UFPEL, doutorado no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS.

  • Myriam Siqueira da Cunha, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense – Campus Pelotas Visconde da Graça (IFSUL/CaVG)

    Formada em Filosofia e Direito, mestre e doutora em Engenharia de Produção. Docente do IFSUL/CaVG.

  • Marcia Giusti Miller, Instituto Federal de Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense

    Licenciada em Pedagogia com habilitação em Supervisão Educacional pela Universidade Católica de Pelotas e mestre em Linguística Aplicada pela Universidade Católica de Pelotas. É servidora pública federal lotada na Pró-reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-graduação do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense, no cargo de Pedagoga.

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Publicado

2025-06-03

Edição

Seção

Ciências Humanas

Como Citar

ALMEIDA BOTELHO, Mileni; SOARES SALENGUE, Maria Clara; SIQUEIRA DA CUNHA, Myrian; GIUSTI MILLER, Marcia. PERDA GESTACIONAL: O AMOR AINDA ESTAVA LÁ. Revista Sociedade Científica, [S. l.], v. 8, n. 1, p. 1120–1149, 2025. DOI: 10.61411/rsc2025102918. Disponível em: https://journal.scientificsociety.net/index.php/sobre/article/view/1029.. Acesso em: 5 jun. 2026.