Febre maculosa no Brasil: um estudo epidemiológico retrospectivo
DOI:
https://doi.org/10.61411/rsc2025107918Palavras-chave:
Febre Maculosa, Epidemiologia , Distribuição Geográfica, Ocorrência, BrasilResumo
A Febre Maculosa é uma doença zoonótica febril aguda, causada por Rickettsia rickettsii, sendo transmitida por carrapatos do gênero Amblyomma. Foram identificados até sete espécies de Rickettsia sendo pertencentes ao grupo febre maculosa (GFM) as espécies R. rickettsii, R. parkeri, R. rhipicephallii e R. amblyommatis. Por ser de transmissão vetorial, tal enfermidade pode potencialmente afetar um grande número de pessoas, independente do sexo ou idade, estando sua distribuição correlacionada com a dispersão dos vetores e com a forma como os susceptíveis interagem com estes e com o ambiente. No presente trabalho objetivou-se realizar um levantamento do comportamento epidemiológico da febre maculosa no Brasil, no período compreendido entre os anos de 2010 a 2022, identificando-se os seus padrões de distribuição por região administrativa, bem como por gênero e idade. Para tanto, foram utilizados dados de notificação disponíveis no datasus (datasus.gov.br), bem como calcular as taxas de incidência no decorrer do tempo, as quais permitiram analisar o comportamento temporal, mediante execução de teste de correlação linear e efetuar uma análise epidemiológica, em relação as diferentes variáveis analisadas, mediante aplicação do teste do qui-quadrado, ao nível de significância de 5%, e o software Bioestat 5.0 como ferramenta de apoio. Observou-se que houve uma maior ocorrência de febre maculosa entre homens (71,86%), com idade entre 40 e 59 anos (18,52%) e residentes nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, permitindo destacar a necessidade de campanhas educativas voltadas a orientação dos susceptíveis aqui identificados, bem como o direcionamento de recursos financeiros, humanos e estruturais para vigilância epidemiológica e controle de vetores, como maior intensidade para essas regiões.
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