Enfermagem e prevenção do câncer do colo de útero: uma análise integrativa da atuação na atenção primária à saúde
DOI:
https://doi.org/10.61411/rsc2025116918Palavras-chave:
enfermagem, atenção primária à saúde, Câncer de colo de útero, prevenção, Educação em SaúdeResumo
O câncer do colo do útero (CCU) constitui um relevante problema de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento, onde apresenta alta incidência e mortalidade. Apesar de ser uma doença evitável e de detecção precoce, ainda persistem desafios relacionados ao rastreamento, à adesão das mulheres ao exame citopatológico e à efetividade das ações preventivas. Nesse contexto, o enfermeiro exerce papel essencial na Atenção Primária à Saúde (APS), atuando na promoção da saúde, na educação preventiva e no acompanhamento das usuárias. Assim, este estudo teve como objetivo analisar a atuação do enfermeiro na prevenção do câncer do colo do útero na Atenção Básica, destacando sua contribuição para o rastreamento, diagnóstico precoce e fortalecimento das práticas de cuidado integral. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados SciELO, LILACS e BVS, com foco em estudos publicados que abordam o papel do enfermeiro nas ações de prevenção, rastreamento e controle do CCU. Os achados evidenciam que o enfermeiro desempenha função central na prevenção do CCU, atuando na coleta do exame citopatológico, aconselhamento das mulheres, encaminhamento de casos suspeitos e realização de ações educativas. Sua atuação contribui para o fortalecimento do vínculo com a comunidade, adesão ao rastreamento e acompanhamento contínuo das pacientes. No entanto, persistem desafios estruturais e organizacionais, como a escassez de recursos, falhas logísticas, sobrecarga de trabalho e carência de capacitação profissional contínua. Esses fatores comprometem a integralidade do cuidado e a efetividade das ações preventivas. A atuação do enfermeiro na APS é determinante para o enfrentamento do CCU, pois alia competência técnica e sensibilidade humanizada. Para consolidar práticas mais resolutivas, faz-se necessária a valorização profissional, o fortalecimento das políticas públicas e a melhoria das condições de trabalho. A efetividade das ações preventivas depende da integração entre educação em saúde, busca ativa e acompanhamento
longitudinal das mulheres, assegurando cuidado integral, equitativo e contínuo.
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