Cetamina na depressão resistente ao tratamento: evidências, limitações e perspectivas clínicas

Autores

  • Henrique Cardoso de Freitas Universidade Paranaense (UNICESUMAR), Maringá-PR, Brasil. Autor
  • andra Cristina Catelan-Mainardes Universidade Paranaense (UNICESUMAR), Maringá-PR, Brasil. Autor

DOI:

https://doi.org/10.61411/rsc2026137419

Palavras-chave:

cetamina, depressão resistente ao tratamento, Neuroplasticidade, Escetamina, Glutamato

Resumo

Cerca de 30% dos pacientes com transtorno depressivo maior não respondem a nenhum dos antidepressivos. Caracterizando a depressão resistente ao tratamento (DRT). Esta revisão narrativa teve como objetivo analisar criticamente as evidências sobre o uso da cetamina e da escetamina no tratamento da DRT, incluindo eficácia, mecanismos de ação, perfil de segurança e barreiras de acesso. Foram analisados estudos publicados entre 2018 e 2026, incluindo ensaios clínicos, revisões sistemáticas, metanálises e documentos regulatórios relevantes. A cetamina intravenosa quanto a escetamina intranasal promovem resposta antidepressiva rápida, com início de ação em horas, possivelmente mediada pela modulação do sistema glutamatérgico e pela indução de neuroplasticidade. Em populações refratárias, as taxas de resposta variam entre 50% e 70%. Entretanto, persistem limitações importantes, como heterogeneidade metodológica, curta duração de seguimento, efeitos dissociativos, potencial de abuso, alto custo e restrições de acesso, especialmente no contexto brasileiro. Conclui-se que a cetamina representa uma alternativa terapêutica promissora para a DRT, embora sua incorporação mais ampla dependa de maior padronização de protocolos, avaliação de segurança em longo prazo e ampliação do acesso.

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Publicado

2026-06-13

Edição

Seção

Ciências da Saúde

Categorias

Como Citar

DE FREITAS, Henrique Cardoso; CATELAN-MAINARDES, Andra Cristina. Cetamina na depressão resistente ao tratamento: evidências, limitações e perspectivas clínicas. Revista Sociedade Científica, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 1516–1533, 2026. DOI: 10.61411/rsc2026137419. Disponível em: https://journal.scientificsociety.net/index.php/sobre/article/view/1374.. Acesso em: 13 jun. 2026.