Efeitos do treinamento resistido na reabilitação de pessoas com doença de Parkinson: uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.61411/rsc2025110618Palavras-chave:
Treinamento Resistido, Doença de Parkinson, Reabilitação, Terapias AdjuvantesResumo
A presente pesquisa investigou os efeitos do Treinamento Resistido na reabilitação de pessoas com Doença de Parkinson (DP), uma doença neurodegenerativa progressiva que compromete o controle motor e provoca sintomas como tremores, rigidez muscular, bradicinesia e instabilidade postural. Embora ainda não tenha cura, os sintomas da DP podem ser tratados de forma medicamentosa e complementar, com terapias adjuvantes que auxiliam na atenuação sintomática, dentre muitas terapias existentes o treinamento resistido se destaca. Realizamos uma revisão sistemática descrevendo os estudos clínico investigando o efeito do treinamento resistido sobre a atenuação sintomática da DP entre os anos de 2019 e 2025. Apesar de ainda ser escassa a literatura que trata de forma bastante específica desta abordagem, o treinamento resistido tem ganhado visibilidade como uma intervenção não farmacológica eficaz na reabilitação de pessoas com DP. Essa prática, quando estruturada de forma segura e progressiva, favorece o aumento da força muscular, a melhora da mobilidade funcional e da instabilidade postural, agregando mais saúde, bem-estar e benefícios à saúde e qualidade de vida de pessoas com DP. Além disso, há evidências de que o treinamento resistido pode impactar positivamente a função cardiovascular e autonômica, contribuindo para a redução de riscos secundários associados à progressão da doença. Dessa forma, o treinamento resistido se consolida como uma importante ferramenta terapêutica complementar, capaz de promover melhorias físicas e psicossociais relevantes para indivíduos com DP.
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