Valorização territorial e visibilidade da cultura negra no curso técnico em Automação do IFRS
DOI:
https://doi.org/10.61411/rsc2025117218Palavras-chave:
educação antirrascista, permanência estudantil, equidade racial, automaçao, ifrsResumo
O presente artigo apresenta uma análise quantitativa e reflexiva sobre a permanência e a formação de estudantes negros e pardos no curso técnico em Automação Industrial do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Rio Grande, ingressantes entre os anos de 2015 e 2020. O estudo integra o projeto Valorização territorial e visibilidade da cultura negra no espaço escolar para a promoção da equidade racial, desenvolvido em parceria com o bairro Getúlio Vargas – território historicamente marcado pela presença da população negra na cidade do Rio Grande (RS). Mesmo após a implantação da Lei de Cotas (2013), os dados revelam uma desigualdade expressiva: enquanto o número de estudantes não negros manteve-se elevado, com médias anuais entre 32 e 36 ingressantes, o de negros e pardos variou apenas entre 3 e 7. Essa diferença se amplia quando analisadas as taxas de conclusão, que entre negros e pardos ficaram entre 14% e 33%, ao passo que entre não negros superaram 47% em todos os anos. Esses resultados evidenciam que, embora o acesso tenha avançado, a permanência e a conclusão dos estudantes negros seguem comprometidas por barreiras estruturais. O artigo discute essas desigualdades e aponta a necessidade de políticas de permanência, valorização da cultura negra e fortalecimento de práticas pedagógicas antirracistas no ambiente escolar.
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