Ranqueamento automatizado de candidatos e discriminação no mercado de trabalho

Autores

  • MARCELA MELO DE FREITAS Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP Autor
  • Giordana de Oliveira Scarano Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP Autor
  • Ítalo Lopes Gondim Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP. Autor

DOI:

https://doi.org/10.61411/rsc2026130319

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Recrutamento Automatizado, Opacidade Decisória, Discriminação Algorítmica, Responsabilidade

Resumo

O uso de inteligência artificial no recrutamento tem alterado de forma significativa a etapa inicial de seleção de candidatos, sobretudo por meio de sistemas que classificam currículos, distribuem prioridade entre perfis e reduzem a visibilidade de determinados postulantes antes mesmo de qualquer interação humana. Longe de representar simples inovação administrativa, essa dinâmica pode reorganizar o acesso ao emprego a partir de critérios pouco inteligíveis, associações estatísticas e padrões históricos incorporados ao funcionamento da ferramenta. O presente artigo analisa os riscos jurídicos decorrentes desse modelo de seleção digital, com especial atenção à opacidade decisória, à invisibilidade do descarte, à discriminação etária no trabalho digital e à responsabilidade atribuível à empresa usuária e à desenvolvedora da tecnologia. A pesquisa adota abordagem bibliográfica e jurídico-dogmática, com base em literatura nacional e estrangeira, a fim de examinar de que maneira o recrutamento automatizado pode reproduzir desigualdades e dificultar a compreensão, a contestação e o controle das decisões que afetam o ingresso no mercado de trabalho. Conclui-se que o problema central não reside na mera presença da inteligência artificial nos processos seletivos, mas na forma como ela é desenhada, alimentada e utilizada, sobretudo quando a promessa de eficiência encobre mecanismos de exclusão pouco transparentes.

Biografia do Autor

  • MARCELA MELO DE FREITAS, Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP

    Graduada em Direito pelo Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. Mestranda em Direito, Processo e Cidadania, linha de pesquisa, cidadania digital pela Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP. Delegada de Polícia de Pernambuco.

  • Giordana de Oliveira Scarano, Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP

    Graduada em Direito pelo Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. Mestranda em Direito, Processo e Cidadania, linha de pesquisa, cidadania digital pela Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP. Juíza Leiga do TJGO – 1º Juizado Especial Cível e Criminal.

  • Ítalo Lopes Gondim, Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP.

    Graduado em Direito pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB. Especialização em Direito Público pela Universidade Anhanguera – UNIDERP. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Estácio de Sá. Mestrando em Direito, Processo e Cidadania, linha de pesquisa, cidadania digital pela Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP. Juiz de Direito do Tribunal de Justiça da Paraíba.

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Publicado

2026-05-28

Edição

Seção

Ciências Jurídicas

Como Citar

DE FREITAS, Marcela Melo; SCARANO, Giordana de Oliveira; GONDIM, Ítalo Lopes. Ranqueamento automatizado de candidatos e discriminação no mercado de trabalho. Revista Sociedade Científica, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 1293–1310, 2026. DOI: 10.61411/rsc2026130319. Disponível em: https://journal.scientificsociety.net/index.php/sobre/article/view/1303.. Acesso em: 18 jul. 2026.

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