Análise territorial dos casos de AIDS entre os diferentes estados brasileiros: um estudo epidemiológico
DOI:
https://doi.org/10.61411/rsc2026136019Palavras-chave:
HIV, AIDS, Epidemiologia, Saúde Pública, BrasilResumo
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) e a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) seguem como desafios relevantes à saúde pública brasileira, evidenciando desigualdades regionais e sociodemográficas persistentes. Este estudo teve como objetivo analisar a distribuição territorial dos casos e óbitos por AIDS nos estados brasileiros em 2024, com foco nas diferenças entre gêneros. Trata-se de uma pesquisa descritiva e transversal, baseada em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/DATASUS). As variáveis analisadas foram sexo, estado de residência e desfecho clínico, com cálculo dos coeficientes de prevalência e mortalidade ajustados pela população. Os resultados indicaram maior prevalência entre indivíduos do sexo masculino nos estados de Minas Gerais e Roraima e mortalidade deste gênero com destaque para os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Entre as mulheres, observou-se que a prevalência é desigual entre os estados, concentrando-se predominantemente nas regiões Roraima, Amapá e Minas Gerais e com baixas taxas de mortalidade. Observou-se que a caquexia apresentou elevada prevalência tanto em óbitos quanto em comorbidades oportunistas, independentemente do gênero. Paralelamente, patologias como a criptococose extrapulmonar e as micobacterioses destacaram-se como os principais fatores de risco para a mortalidade por AIDS. As disparidades regionais aqui reveladas sugerem assimetrias estruturais no acesso ao diagnóstico e à terapêutica, reforçando a urgência de políticas públicas equitativas. Em suma, o controle da epidemia demanda o fortalecimento da rede especializada e a expansão de estratégias territoriais que priorizem o cuidado integral e a mitigação de vulnerabilidades sociais e sanitárias.
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