Análise territorial dos casos de AIDS entre os diferentes estados brasileiros: um estudo epidemiológico

Autores

  • Andressa Brenneisen Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul Autor
  • Andressa L. Monteiro Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul Autor
  • Bruna L. Manarin Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul Autor
  • Edson B. P. Espich Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul Autor
  • Gabriela Filipp Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul Autor
  • Heloísa S. Feler Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul Autor
  • Jean M. Baron Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul Autor
  • Luiza V. Vaz Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul Autor
  • Roberta Dalponte Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul Autor
  • Yesa F. N. De Oliveira Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul Autor
  • Yuri N. De Oliveira Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul Autor
  • Tiago S. dos Santos Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul Autor

DOI:

https://doi.org/10.61411/rsc2026136019

Palavras-chave:

HIV, AIDS, Epidemiologia, Saúde Pública, Brasil

Resumo

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) e a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) seguem como desafios relevantes à saúde pública brasileira, evidenciando desigualdades regionais e sociodemográficas persistentes. Este estudo teve como objetivo analisar a distribuição territorial  dos casos e óbitos por AIDS nos estados brasileiros em 2024, com foco nas diferenças entre gêneros. Trata-se de uma pesquisa descritiva e transversal, baseada em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/DATASUS). As variáveis analisadas foram sexo, estado de residência e desfecho clínico, com cálculo dos coeficientes de prevalência e mortalidade ajustados pela população. Os resultados indicaram maior prevalência entre indivíduos do sexo masculino nos estados de Minas Gerais e Roraima e mortalidade deste gênero com destaque para os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Entre as mulheres, observou-se que a prevalência é desigual entre os estados, concentrando-se predominantemente nas regiões Roraima, Amapá e Minas Gerais e com baixas taxas de mortalidade. Observou-se que a caquexia apresentou elevada prevalência tanto em óbitos quanto em comorbidades oportunistas, independentemente do gênero. Paralelamente, patologias como a criptococose extrapulmonar e as micobacterioses destacaram-se como os principais fatores de risco para a mortalidade por AIDS. As disparidades regionais aqui reveladas sugerem assimetrias estruturais no acesso ao diagnóstico e à terapêutica, reforçando a urgência de políticas públicas equitativas. Em suma, o controle da epidemia demanda o fortalecimento da rede especializada e a expansão de estratégias territoriais que priorizem o cuidado integral e a mitigação de vulnerabilidades sociais e sanitárias.

 

Biografia do Autor

  • Andressa L. Monteiro, Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul

    Andressa L. Monteiro é acadêmica de Medicina, com interesse nas áreas de saúde pública, epidemiologia e doenças 
    infecciosas. Atua no desenvolvimento de pesquisas acadêmicas com foco em vigilância em saúde e promoção de 
    estratégias preventivas. 

  • Bruna L. Manarin, Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul

    Bruna L. Manarin é graduada em Farmácia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e graduanda em Medicina pela Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul. Possui experiência em pesquisa na área de farmacotécnica e biomateriais, além de ter atuado em monitoria de Anatomia Humana e em ligas acadêmicas de Pediatria e Saúde Mental. 

  • Edson B. P. Espich, Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul

    Edson B. P. Espich é advogado, graduado em Direito pela Unicuritiba, com LL.M pela Fundação Getulio Vargas (FGV/RJ), e graduando em Medicina pela Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul. Desenvolve estudos nas áreas de Direito Médico, Civil e Bioética, com ênfase em saúde coletiva e direitos fundamentais. Atua em pesquisas sobre vigilância em saúde e estratégias de prevenção, tendo exercido monitoria em Propedêutica Médica e Metodologia de Pesquisa e Extensão. 

  • Gabriela Filipp, Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul

    Gabriela Filipp é acadêmica de Medicina, com interesse nas áreas de saúde pública, epidemiologia e doenças infecciosas. Participa como bolsista de projeto de iniciação científica voltado à análise de dados epidemiológicos e investigação de determinantes sociais da saúde, em Jaraguá do Sul. Além disso, atuou como monitora de Histologia e foi presidente da Liga Acadêmica de Pediatria.  

  • Heloísa S. Feler, Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul

    Heloísa S. Feler é acadêmica de Medicina, com interesse nas áreas de epidemiologia, saúde coletiva e doenças infecciosas. Atua em projetos científicos voltados à análise de indicadores em saúde e vigilância epidemiológica. Participa de pesquisas com enfoque na prevenção de doenças e promoção da saúde, contribuindo para estudos em saúde 
    pública. 

  • Jean M. Baron, Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul

    Jean M. Baron é acadêmico de Medicina, com interesse nas áreas de saúde pública, epidemiologia e análise de dados em saúde. Participa de pesquisas científicas voltadas à compreensão dos determinantes sociais das doenças e à vigilância epidemiológica. Atua no desenvolvimento de estudos com foco em prevenção e estratégias de controle em saúde coletiva. 

  • Luiza V. Vaz , Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul

    Luiza V. Vaz é acadêmica de Medicina, com interesse em saúde pública, epidemiologia e doenças infecciosas. Atua em projetos de pesquisa voltados à análise de dados epidemiológicos e estratégias de prevenção em saúde. Participa de atividades acadêmicas com foco na promoção da saúde e no fortalecimento das políticas públicas. 

  • Roberta Dalponte, Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul

    Roberta Dalponte  é acadêmica de Medicina, com interesse em epidemiologia, saúde coletiva e vigilância em saúde. Atua em projetos científicos com análise de dados epidemiológicos e investigação de fatores de risco, com foco em prevenção. Tem experiência em pesquisa e extensão, tendo sido Diretora Científica e de Extensão em ligas acadêmicas e monitora de Metodologia de Pesquisa. 
     

  • Yesa F. N. De Oliveira, Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul

    Yesa F. N. De Oliveira é acadêmica de Medicina, com interesse nas áreas de saúde pública, epidemiologia e doenças infecciosas. Participa de projetos científicos voltados à análise de dados epidemiológicos e investigação de determinantes sociais da saúde. Atua no desenvolvimento de pesquisas com foco em vigilância em saúde e estratégias de prevenção. 

  • Yuri N. De Oliveira, Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul

    Yuri N. De Oliveira é acadêmico de Medicina, com interesse nas áreas de epidemiologia, saúde pública e doenças infecciosas. Atua em projetos científicos voltados à análise de dados epidemiológicos e à compreensão dos determinantes sociais da saúde. Participa do desenvolvimento de pesquisas com foco em vigilância em saúde e estratégias de prevenção em populações. 

  • Tiago S. dos Santos, Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul

    Tiago S. dos Santos é doutor em Neurociências pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e docente do curso de Medicina da Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul e da UNISOCIESC, com atuação nas áreas de epidemiologia, educação em saúde e reabilitação. Desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão, com ênfase em análise crítica de dados em saúde e formação acadêmica.  

Referências

SHIDIQ, M. F. et al. Global epidemiology of HIV/AIDS: current status and challenges. Journal of Global Health, ISSN 2047-2978, v. 11, 2021.

MACIEL, M. G. Multimorbidade em pessoas vivendo com HIV/AIDS: revisão integrativa. Revista Brasileira de Enfermagem, ISSN 0034-7167, v. 71, n. 6, p. 3045-3053, 2018.

PANAYI, A. et al. Symptom burden and quality of life in people living with HIV: global cross-sectional study. The Lancet HIV, ISSN 2352-3018, v. 11, n. 2, p. e125-e134, 2024.

CONSELHO NACIONAL DE SECRETÁRIOS DE SAÚDE. A Aids nas regiões Norte e Nordeste: desafios da logística e do diagnóstico tardio. CONASS, ISSN não informado, Brasília, 2024.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Gender and health. WHO, Geneva, 2021.

WENDLAND, Eliana et al. A serological household survey on social determinants of the generalized HIV epidemic in southern Brazil. Scientific Reports, ISSN 2045-2322, v. 15, p. 25476, 2025.

BRASIL; Ministério da Saúde; Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Boletim Epidemiológico - HIV e Aids 2023. Ministério da Saúde, Brasília, 2023.

BRASIL; Ministério da Saúde; Departamento de Informática do SUS (DataSUS). Informações de saúde. Ministério da Saúde, Brasília, 2025.

KERR, Ligia et al. HIV treatment cascade and associated factors among men who have sex with men in Brazil: a cross-sectional study. Scientific Reports, ISSN 2045-2322, v. 16, n. 1, p. 3676, 2026.

UNAIDS BRASIL. Relatório Global de Monitoramento da Aids 2025: o caminho para a eliminação até 2030. UNAIDS, Brasília, 2025.

BRASIL; Ministério da Saúde. Programa Brasil Saudável: estratégia nacional para a eliminação de doenças determinadas socialmente. Ministério da Saúde, Brasília, 2024.

FEITOSA, Bruno Raphael da Silva et al. Descentralização do cuidado à pessoa vivendo com HIV no Brasil. Revista Amazônia Science & Health, ISSN 2318-141X, v. 12, n. 4, p. 171-185, 2024.

BENSON, Constance A. et al. Guidelines for the prevention and treatment of opportunistic infections in adults and adolescents with HIV. Infectious Diseases Society of America, 2025.

MOORE, Richard D.; CHAISSON, Richard E. Natural history of opportunistic disease in an HIV-infected urban clinical cohort. Annals of Internal Medicine, ISSN 0003-4819, v. 124, n. 7, p. 633-642, 1996.

WEISSBERG, David et al. Ten years of antiretroviral therapy: incidences and patterns of opportunistic infections. PLOS ONE, ISSN 1932-6203, v. 13, n. 11, p. e0206796, 2018.

XIAO, Jian et al. Spectrums of opportunistic infections and malignancies in HIV-infected patients. PLOS ONE, ISSN 1932-6203, v. 8, n. 10, p. e75915, 2013.

MELNICK, Sandra L. et al. Survival and disease progression according to gender of patients with HIV infection. JAMA, ISSN 0098-7484, v. 272, n. 24, p. 1915-1921, 1994.

JARRIN, Inma et al. Gender differences in HIV progression to AIDS and death. American Journal of Epidemiology, ISSN 0002-9262, v. 168, n. 5, p. 532-540, 2008.

COLLINS, Lauren F. et al. Aging-related comorbidity burden among people with HIV. JAMA Network Open, ISSN 2574-3805, v. 6, n. 8, p. e2327584, 2023.

POND, Rebecca A.; COLLINS, Lauren F.; LAHIRI, Chandana D. Sex differences in non-AIDS comorbidities. Open Forum Infectious Diseases, ISSN 2328-8957, v. 8, n. 12, p. ofab558, 2021.

ADDO, Marylyn M.; ALTFELD, Marcus. Sex-based differences in HIV-1 pathogenesis. The Journal of Infectious Diseases, ISSN 0022-1899, v. 209, n. suppl. 3, p. S86-S92, 2014.

CUNHA, A. P. da; CRUZ, M. M. da; PEDROSO, M. Análise da tendência da mortalidade por HIV/AIDS segundo as características sociodemográficas no Brasil, 2000 a 2018. Ciência & Saúde Coletiva, ISSN 1413-8123, v. 27, p. 895-908, 2022.

Downloads

Publicado

2026-06-30

Como Citar

BRENNEISEN, Andressa et al. Análise territorial dos casos de AIDS entre os diferentes estados brasileiros: um estudo epidemiológico. Revista Sociedade Científica, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 1716–1732, 2026. DOI: 10.61411/rsc2026136019. Disponível em: https://journal.scientificsociety.net/index.php/sobre/article/view/1360.. Acesso em: 30 jun. 2026.