A destituição do poder familiar e os impactos na Saúde mental em crianças e adolescentes em estado de acolhimento provisório
DOI:
https://doi.org/10.61411/rsc202476917Palavras-chave:
Psicologia; saúde mental; teoria do apego; casa lar.Resumo
O referente trabalho visa mostrar a importância das relações de afeto interpessoais para a construção de uma saúde mental em períodos de desenvolvimento da criança ao longo de sua infância, adolescência, e, consequentemente, a construção da sua vida adulta. Entende-se que a ruptura das relações de apego com os pais pode ser prejudicial e que é importante a possível substituição destas figuras a partir de uma rede de apoio sólida, sendo essa relação de apego podendo ser estabelecida com outras figuras de cuidado que ofereçam respostas às necessidades da criança e as acompanhem durante o seu desenvolvimento visando supri-las no que for preciso. Este estudo investiga o papel central das relações de afeto na infância, destacando sua influência crucial no desenvolvimento socioemocional das crianças. Examina-se a importância das interações afetivas, como o vínculo seguro entre cuidadores e crianças, no estabelecimento de uma base sólida para o bem-estar emocional ao longo da vida. O trabalho aborda também fatores que podem influenciar a qualidade das relações de afeto, como a presença de figuras de apego inconsistentes e ambientes familiares não saudáveis e negligentes, onde, a criança necessita ser afastada por medida protetiva provisória e serem levadas a uma Casa Lar. Por meio de uma revisão abrangente da literatura, o estudo propõe investigar como as relações afetivas na infância podem impactar a saúde mental, o desenvolvimento cognitivo e as habilidades sociais das crianças em situações de acolhimento, contribuindo para uma compreensão mais profunda da importância das relações de afeto na infância.
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