A destituição do poder familiar e os impactos na Saúde mental em crianças e adolescentes em estado de acolhimento provisório

Autores

  • Julia Lopes Rodrigues Uni Redentor Afyan Autor
  • Renata Domingues Gonçalves Caveari de Sousa Autor

DOI:

https://doi.org/10.61411/rsc202476917

Palavras-chave:

Psicologia; saúde mental; teoria do apego; casa lar.

Resumo

O referente trabalho visa mostrar a importância das relações de afeto interpessoais para a construção de uma saúde mental em períodos de desenvolvimento da criança ao longo de sua infância, adolescência, e, consequentemente, a construção da sua vida adulta. Entende-se que a ruptura das relações de apego com os pais pode ser prejudicial e que é importante a possível substituição destas figuras a partir de uma rede de apoio sólida, sendo essa relação de apego podendo ser estabelecida com outras figuras de cuidado que ofereçam respostas às necessidades da criança e as acompanhem durante o seu desenvolvimento visando supri-las no que for preciso. Este estudo investiga o papel central das relações de afeto na infância, destacando sua influência crucial no desenvolvimento socioemocional das crianças. Examina-se a importância das interações afetivas, como o vínculo seguro entre cuidadores e crianças, no estabelecimento de uma base sólida para o bem-estar emocional ao longo da vida. O trabalho aborda também fatores que podem influenciar a qualidade das relações de afeto, como a presença de figuras de apego inconsistentes e ambientes familiares não saudáveis e negligentes, onde, a criança necessita ser afastada por medida protetiva provisória e serem levadas a uma Casa Lar. Por meio de uma revisão abrangente da literatura, o estudo propõe investigar como as relações afetivas na infância podem impactar a saúde mental, o desenvolvimento cognitivo e as habilidades sociais das crianças em situações de acolhimento, contribuindo para uma compreensão mais profunda da importância das relações de afeto na infância.

Referências

JOHNSON, S. M. (2012). Introdução ao apego – Um guia terapêutico para lidar com os vínculos primários e sua renovação. In S. M. Johnson, & V. E. Whiffen, os processos do apego na terapia de casal e família. São Paulo: Roca.

ROSSET, S. M. (2009). Famílias com adolescentes. In L. C. Osorio & M. E. P. do Valle. (Orgs.) Manual de terapia familiar (pp. 263-272). Porto Alegre: Artmed. Acessado em dezembro de 2023.

LERNER, R. M. & Castellino, D. R. (2002). Contemporary developmental theory and adolescence: Developmental systems and applied developmental science. Journal of Adolescence Health, 31(6), 122-135. Versão traduzida. Acessada em abril de 2024. DOI: https://doi.org/10.1016/S1054-139X(02)00495-0

ARIÈS, P. História Social da Criança e da Família. 33 ed. Rio de Janeiro: Zabar Editores. 2008

ARIÈS, P. História Social da Criança e da Família. 33 ed. Rio de Janeiro: Zabar Editores. 2008, p.10.

HEYWOOD, Colin. Uma história da infância: da Idade Média à época contemporânea no Ocidente. Porto Alegre: Artmed, 2004. Acessado em dezembro de 2023.

BOWLBY, J. (1973/1984). Apego e perda – Separação (Vol. 2). São Paulo: Martin Fontes. Acessado em abril de 2024.

BOWLBY, J. (1973/1984). Apego e perda – Separação (Vol. 2). São Paulo: Martin Fontes. Acessado em abril de 2024.

ARIÈS, P. História Social da Criança e da Família. 33 ed. Rio de Janeiro: Zabar Editores. 2008.

Organização Mundial da Saúde (1965). Problemas de la salud de la adolescencia. Informe de un comité de expertos de la. O.M.S (Informe técnico n° 308). Genebra. Traduzido. Acessado em dezembro de 2023.

FORMIGLI, V. L. A., Costa, M. C. O., & Porto, L. A. (2000). Evaluation of a comprehensive adolescent health care service. Cadernos de Saúde Pública, 16, 831-841. Traduzido. Acessado em dezembro de 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2000000300031

CARVALHO, V. B. C. (1996). Desenvolvimento humano e psicologia. Belo Horizonte: UFMG. Acessado em abril de 2024.

BOWLBY, J. (1973/1984). Apego e perda – Separação (Vol. 2). São Paulo: Martin Fontes. Acessado em abril de 2024.

CREPALDI, M. A. Famílias de crianças acometidas por doenças crônicas: representações sociais da doença. Cadernos de Psicologia e Educação – Paidéia, Ribeirão Preto, v.8, n.14-5, p.151-167, 1998. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-863X1998000100012

MINUCHIN, P. Families and individual development: provocations from the field of family therapy. Child Development, v. 56, p.289-302, 1985. Versão traduzida 2020. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1467-8624.1985.tb00106.x

MALUF, Adriana Caldas Do Rego Freitas Dabus. Novas Modalidades De Família Na Pósmodernidade. 348f. Tese (Doutorado) Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. São Paulo – SP, 2010. Acessado em junho de 2024.

M. (Orgs.). As mudanças no ciclo de vida familiar. 2.ed. Porto Alegre: Artes Médicas, p.7-29, 1995.

MALUF, Adriana Caldas Do Rego Freitas Dabus. Novas Modalidades De Família Na Pósmodernidade. 348f. Tese (Doutorado) Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. São Paulo – SP, 2010. Acessado em junho de 2024.

ARIES, P. & Duby, G. História da Vida Privada. Porto: Edições Afrontamento. 1989, p. 280-281.

ROMANELLI, G. (2000). Autoridade e poder na família. In. M. do C. B. Carvalho (2000). A família contemporânea em debate (pp. 73-88). 3. ed. São Paulo: Cortez.

BARBOSA, Paola Vargas; WAGNER, Adriana. A construção e o reconhecimento das regras familiares: a perspectiva dos adolescentes. Psicologia em estudo, v. 19, p. 235-245, 2014. Acessado em fevereiro de 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-737222060007

SALOMÉ, G. M., Espósito, V. H., & Moraes, A. L. H. (2007). O significado de família para casais homossexuais. Revista Brasileira de Enfermagem, 60 (5), 559-63. DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-71672007000500014

ECA. Estatuto da Criança e do Adolescente: Lei nº8069, de 13/07/90. Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro, Niterói, 2001. BRASIL.

WINNICOTT, D. W. (2005). Tudo começa em casa (4a ed.) (P. Sandler, trad.) São Paulo: Martins Fontes. (Obra original publicada em 1986). Acessado em fevereiro de 2024.

SILVA, M. L., & Arpini, D. M. (2013). A nova lei nacional de adoção – desafios para a reinserção familiar. Psicologia em Estudo, 18(1), 125-135. Acessado em fevereiro de 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-73722013000100013

GONÇALVES, E. O. Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado. Campinas: Servanda, 2011.

TRINDADE, J. (2010). Guarda e adoção: repercussões psicojurídicas e o dano moral por abandono afetivo. In Manual de Psicologia Jurídica para Operadores do Direito (pp. 323349), Porto Alegre: Livraria do Advogado. Acessado em março de 2024.

WINNICOTT, D. W. (1993). Sobre a criança carente. In A família e o desenvolvimento individual (M. B. Cipola, trad.) (pp. 193-212). São Paulo: Martins Fontes. (Obra original publicada em 1950). Acessado em fevereiro de 2024.

WINNICOTT, D. W. (2005). Tudo começa em casa (4a ed.) (P. Sandler, trad.) São Paulo: Martins Fontes. (Obra original publicada em 1986). Acessado em fevereiro de 2024.

LEVY, T. M., & Orlans, M. (2012). Criando e restaurando apegos em famílias biológicas, de adoção temporário e adotivas. In S. M. Johnson, & V. E. Acessado em dezembro de 2023.

MELO, N.S.A.; MICCIONE, M. M. As consequências do divórcio dos pais sobre o desenvolvimento infantil: contribuição da abordagem cognitivo-comportamental. Rev. Estação Científica. Juiz de Fora, MG. n. 12, 2014.

SILVA, I. de O. A creche e as famílias: o estabelecimento da confiança das mães na Instituição de Educação Infantil. Educar em Revista. n. 53, p.24- 30 2014 DOI: https://doi.org/10.1590/0104-4060.36559

RIBAS, A. F. P.; MOURA, M. L. S. Responsividade maternal e teoria do apego: uma discussão crítica do papel de estudos transculturais. Psicologia: Reflexão e Crítica, v. 17, n. 3, p. 315-322, 2004. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-79722004000300004

SERAPIONI, M. O papel da família e das redes primárias na reestruturação das políticas sociais. Ciência & Saúde Coletiva, v. 10, p. 243-253, 2005. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-81232005000500025

MARQUES, Camila Fernandes de Oliveira. Saúde mental no contexto de acolhimento institucional de crianças e adolescentes: o que o serviço social tem a ver com isso?. MOITARÁ-Revista do Serviço Social da UNIGRANRIO, v. 1, n. 5, p. 152, 2020.

MARQUES, Camila Fernandes de Oliveira. Saúde mental no contexto de acolhimento institucional de crianças e adolescentes: o que o serviço social tem a ver com isso?. MOITARÁ-Revista do Serviço Social da UNIGRANRIO, v. 1, n. 5, p. 151-170, 2020N

BRASIL. Presidência da República. Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária. Brasília, DF: CONANDA, 2006, p. 09.

BRASIL. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Diagnóstico sobre o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento. Brasília: CNJ, 2020. 27 p.: il. color. Acessado em junho de 2024.

RAMOS, E. et al. Acolhimento institucional de crianças e adolescentes: uma revisão bibliográfica sobre os efeitos psicológicos da espera por adoção. 2020, p. 01.

RAMOS, E. et al. Acolhimento institucional de crianças e adolescentes: uma revisão bibliográfica sobre os efeitos psicológicos da espera por adoção. 2020, p.03.

Downloads

Publicado

2024-10-25

Edição

Seção

Ciências da Saúde

Categorias

Como Citar

LOPES RODRIGUES, Julia; DOMINGUES GONÇALVES CAVEARI DE SOUSA, Renata. A destituição do poder familiar e os impactos na Saúde mental em crianças e adolescentes em estado de acolhimento provisório. Revista Sociedade Científica, [S. l.], v. 7, n. 1, p. 4959–4978, 2024. DOI: 10.61411/rsc202476917. Disponível em: https://journal.scientificsociety.net/index.php/sobre/article/view/769.. Acesso em: 15 jun. 2026.