Ensino jurídico e as metodologias ativas: uma análise sobre a formação crítica dos estudantes de direito no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.61411/rsc2025119018Palavras-chave:
ocência no ensino superior, Ensino jurídico, Formação crítica, Metodologias ativasResumo
O ensino jurídico brasileiro tem sido amplamente questionado pelo predomínio de práticas tradicionais que privilegiam a exposição oral, a memorização de conteúdos e a postura passiva do discente. Essa estrutura pedagógica, ainda majoritária nas faculdades de Direito, revela uma lacuna formativa ao dificultar o desenvolvimento crítico-reflexivo esperado do profissional jurídico contemporâneo. Diante disso, surge a necessidade de compreender em que medida a ausência de metodologias ativas contribui para esse déficit formativo. Assim, este estudo busca responder à questão: a carência de metodologias ativas é responsável pela baixa capacidade crítica dos estudantes de Direito no Brasil? O objetivo geral consiste em analisar o impacto dessas abordagens na formação crítica discente, por meio de pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, fundamentada em revisão bibliográfica de obras doutrinárias, artigos científicos e documentos institucionais recentes sobre didática jurídica. Os resultados indicam que a adoção insuficiente de metodologias ativas compromete significativamente a autonomia intelectual, a capacidade argumentativa e o protagonismo estudantil, embora fatores estruturais e institucionais também influenciem o quadro. Conclui-se que a implementação sistemática dessas metodologias é condição necessária para aprimorar a qualidade do ensino jurídico, demandando formação docente contínua e reorganização curricular para que a inovação pedagógica seja efetiva.
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